Não entendo o porquê das pessoas darem tanto valor ao impossível eu não entendo porque nós insistimos em gostar de pessoas que sabemos que nunca irão gostar da gente ou que não valem a pena. O jeito que nós nos sacrificamos,nos colocamos para baixo chega a ser vergonhoso. Esse negócio de se machucar,de sentir demais,de chorar demais,de amar demais. Não,não é para mim. Eu quero ser livre,quero poder sentir e quero ainda mais poder não sentir. Quero ser livre,poder fazer minhas minhas malas num sábado,ás quatro da manhã e sair,sem lugar para ir. E sem ter que ligar para ninguém ou dar explicações sobre quem era o cara com quem eu falava na fila da padaria. Quero ser diferente,quero me sentir livre,feliz,mesmo que sozinha,mesmo que chova num final de semana e estraga minha chapinha. Quero ser feliz. Porque quem disse que ter alguém,significa ser feliz ?
Um trem para as estrelas
Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo.
sábado, 28 de julho de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
Um erro.
É triste quando a pessoa te trata como um peso e nem faz nada para esconder esse sentimento,é horrível e desconfortável estar num lugar onde você sabe que as pessoas dariam tudo para te ver longe. Ultimamente ando me sentindo um lixo,uma estranha na vida dos mais conhecidos,um erro que devia ser esquecido. Talvez eu seja mesmo um erro,talvez eu seja um mal que estava trancado e Pandora foi lá e abriu. Vejo olhares tortos por onde passo,vejo ódio vindo na minha direção e acerta bem no meio do peito e me derruba,me machuca,deixa toda minha fraqueza exposta,jogada no chão para todos rirem,porque é sempre isso que eles fazem e no meio da multidão,não encontro ninguém estendendo a mão,oferecendo ajuda e quando eles te dão a mão é só para te jogar,te ver cair novamente e assim você vira um fantoche dos mais ''fortes'' e é isso que eu sou,um fantoche que você pega quando quer,faz o que bem entender e num belo dia me coloca num canto escuro e vai se divertir. E talvez eu seja mesmo assim: boba,usável,odiável,substituível e esquecida. Mas no final,todos somos. É só uma questão de aceitar.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
O Sofrer.
E quando você não tem mais pra onde ir,os lugares onde você se escondia já não servem mais,os monstros da imaginação,da sociedade já a achou nesses lugares e você não tem para onde correr,as luzes estão apagadas,as casas todas trancadas e só há um vazio no coração,um vazio que você conhece bem e que te corrói,te açoita e você grita,você pede,você cai de joelhos e chora,pede pra parar,implora,mas nada,nada acontece e você se vê perdida num mundo que não é seu,com pessoas que não são suas,com sentimentos que não lhe pertencem,um coração vazio e uma vontade de gritar entalada na garganta. Uma hora você não aguenta mais e corre,vai pra lugar algum,pega um ônibus,carona,foge para o desconhecido para esquecer o conhecido,você apaga todas as suas memórias,tranca seus sentimentos e engole todas as palavras que você quer jogar na cara das pessoas. E vai embora,segue para um lugar escuro,com neblina e uma risada que você não sabe da onde vem e nem de quem é,mas você segue. Você segue cambaleando,com todas as suas dores e seus ocos,seus vazios,seu pedaços costurados e chega uma hora,em que você cai e grita e libera toda aquela angústia,aquele nada,que na verdade é tudo,aquele cansaço. E então você aprende que a vida é assim,sofrida e que não há como fugir do sofrimento,ele está contigo,dentro de ti e uma hora ele te pega e te derruba,te faz refém e você vai sofrer,eu não posso dizer que isso passa,pois aqui,dentro do meu peito ainda não passou,mas você se acostuma e logo consegue dar um daqueles sorrisos falsos,que quem não está nem aí pra você,sabe que é falso,mas não quer saber.
domingo, 29 de abril de 2012
O que é amor ?
Você faz com que todos os meus textos sejam iguais,chatos e melancólicos. Faz meu travesseiro ficar encharcado de lágrimas á noite,isso quando não me deixa dormir,me faz sorrir do nada,me fazendo parecer uma louca e me faz confundir o nome de todos,chamando-os pelo teu nome,isso tudo sem estar perto de mim. Mas mesmo assim,mesmo eu gostando tanto de ti,não vou pedir para que fique ao meu lado,não vou pedir que aceite minha carência,que lide com meus complexos e que me mime,que me ame. Acho que não sou tão egoísta assim. Só vou pedir para que cuide do seu coração,que você faz parecer tão frio,mas que não é,vou pedir para que cuide desse sorriso lindo e que tire ideias tão tristes dessa sua cabeça,vou pedir que sorria ao falar meu nome,mas não por me amar,apenas por gostar de mim.Vou pedir que fique,que seja meu amigo,vou ligar e te mandar calar a boca e respirar,apenas respirar. E mesmo quando me magoa,quero que fique e quando me faz chorar,quero que seque minhas lágrimas. Se isso não é amor,o que é então ?
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Somos nada.
Escondida,soterrada em dor,decepção,desilusão e solidão. Deixada para trás,pisada,cuspida,morta,acabada. Fechada numa pequena gaveta,tentando se esconder dos próprios sentimentos,com medo da felicidade,porque a felicidade,pode ser o mesmo caminho da tristeza,correndo da tristeza. Se sentindo sozinha,perdida e cansada,com vontade de gritar,mas esgotada. Tudo está lá dentro,não do seu coração,mas da sua cabeça,entalado na garganta,sufocando,matando aos poucos,torturando. Não,isso não é amor,não é dor,não é decepção,é um nada e esse nada mata,esse nada enlouquece,te faz querer ficar na cama,esperando....esperando nada,porque o que nos resta,o que nós temos,é nada,somos nada.
Eu sou um pássaro.
Sou como um pássaro,eu sou um pássaro. Um pássaro de asa quebrada,que é deixado para trás,por não poder voar,sou como uma camisinha,que é jogada fora,depois de usada,como o cara que ganhou em segundo lugar numa corrida. Ficando sempre pra depois,sempre em segundo,terceiro,quarto plano. Mas,boba que sou,sempre estou lá,esperando a minha hora,esperando para me sentir útil,me sentir viva. Sou cheia de defeitos e até muito estranha,prefiro ficar sozinha no meu quarto,com meus livros cheios de ideias,do que com seu cérebro,cheio de vento.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
.
— Eu só fui cuspir o chiclete.
— Por que não cuspiu nessa catarreira aí do lado?
— Porque isso é um troço de botar velas.
— Eu tomei uma garrafa inteira de vinho, acho melhor ir pra casa.
— Acho que você deveria ficar.
— Acho que se eu ficar, vou querer ver seus peitos.
— Agora não rola, tem criança aqui.
— Olha bem: é uma anã.
— Eu não gosto da minha bunda.
— Sua bunda é bonita, você é toda bonita, bonita normal, mas seus peitos são internacionais.
— Eu gostei da sua calça molinha, dá pra sentir exatamente como é o seu pau.
— Você não quer sentir ele na boca?
— Quero, assim que as crianças forem embora.
— Olha bem: é uma anã.
— Não é.
— Mas ela tá fumando.
— Meu Deus, é mesmo uma anã.
— Então chupa meu pau?
— Espera, vamos pra minha casa?
— Você vai me levar pra sua casa?
— Só se você prometer que não vai me matar.
— Eu prometo, até porque tô sem tempo hoje.
— Se você fizer assim eu não vou conseguir dirigir.
— Dirige assim, quero ver.
— Não posso bater o carro, eu vou vender o carro na quarta.
— Tá perto? Eu tô com muito tesão.
— Eu também. Mas eu tomo um remédio que mexe com a minha libido, tô achando estranho tanto tesão.
— Eu não tomo nada mas deveria porque eu não durmo.
— Dorme na minha casa.
— Você disse que odeia que durmam na sua casa.
— Mas eu gosto de você. Eu gostei do seu cheiro.
— Do meu cheiro ou do perfume?
— Não sei. Eu gostei de você porque você é meio ogro, meio doce, você é ogrodoce.
— Você está tão sensual agora.
— Só agora?
— Só.
— Mas estamos juntos desde as seis da tarde e só fiquei sensual agora?
— Só.
— Mas eu te fiz rir das seis da tarde até agora.
— Macaco de circo não é sensual, é divertido, é legal, mas não é sensual.
— Eu sempre achei que ser engraçada era meu ponto forte.
— Não é. (…). Você ficou mal com o que eu falei?
— Muito.
— Por quê?
— Porque sem fazer piada eu não sei fazer mais nada.
— Então chupa meu pau.
—Tenho nojo sem estar apaixonada.
— Então se apaixona.
— Tá.
— Chegamos?
— Sim.
— Legal aqui, pequeno mas legal.
— E se eu falar o mesmo de você?
— Vai voltar a fazer piada?
— Eu não consigo parar.
— Para só um pouco, só um pouco.
— Vou tentar.
— Se desarma, vai.
— Vou tentar.
— Posso ver agora?
— Pode.
— Posso tirar a calça?
— Pode. Então tira a bota antes, botas são complicadas.
— Tiro.
— Você só me obedece?
— Só.
— Ah não, você tá fazendo graça!
— Tô.
— Não faz graça, se entrega, fazer graça é sua defesa, não se defende, eu tô bêbado, eu não tô me defendendo.
— Pra você é fácil.
— Por quê?
— Porque você é homem.
— Homem morre de medo de mulher como você.
— Como sou eu?
— O tempo todo analisando profundidades, dando notas de desempenho para almas.
— Notas?
— É, você é a Bruna Surfistinha da profundidade.
— Eu quero chupar seu pau.
— Não, antes eu quero ver uma coisa.
— Pode ver.
— Você tá com frio?
— Não, eu tô tremendo porque gosto tanto de você.
— Calma.
— Eu sei.
— Calma.
— Eu sei.
— Posso?
— Espera, deixa eu pegar a camisinha.
— Onde tem?
— Ali.
— Você é safada.
— Por que tenho camisinha perto da cama?
— Amanhã quando eu for embora seu porteiro vai rir e pensar “essa dona do 64 não perde tempo”.
— Eu sou uma vadia porque vou transar com você e acabei de te conhecer?
— Não!
— É?
— Não.
— Então não.
— Chupa mais um pouco antes de eu colocar. (…).
— Espera, devagar.
— Tá.
— Posso?
— Pode.
— Vira?
— Viro.
— Fica assim?
— Fico.
— O que foi?
— Doeu um pouco.
— Desculpa.
— Não.
— Não desculpa?
— Desculpo, mas não, não para.
— Eu posso gozar?
— Pode.
— E você?
— Eu vou bem, obrigada.
— Não faz piada agora, peloamor, eu tô quase gozando e você continua armada.
— Desculpa, mas me sinto sexy sendo engraçada.
— Você é muito sexy sendo engraçada.
— Você disse que não.
— Eu menti.
— Adoro essa música.
— O que é isso?
— Animal Collective.
— Não curto essas coisas estranhas, meio eletrônicas, meio sei lá.
— Você tem o melhor beijo do ano, o melhor sexo oral do ano, a mão quente, a boca quente, é tudo tão gostoso.
— Sério que você não vai falar do meu pau?
— Seu pau é lindo.
— Eu nunca imaginei que seria tão bom.
— Por quê?
— Porque você é metidinha intelectual, nhãnhãnhã.
— Posso lamber sua tatuagem?
— Posso te enforcar um pouco?
— Eu dou defeito.
— Toda mulher dá defeito, mas você parece ser o tipo louca que dá defeito rápido.
— Eu já tô dando defeito.
— Eu vou gozar.
— Goza!!!!!!!!!!
— Eu tô com vergonha.
— Por quê?
— Por causa do escândalo.
— Foi lindo, você parecia a Luisa Marilac falando “porra” e tomando uns bons drink na Eu-ro-pa.
— Eu pareço um traveco gozando?
— Desculpa, eu não consigo parar de fazer piada.
— Eu vou embora.
— Mais cinco, por favor?
— Trepadas?
— Não, minutos.
— Eu preciso ir.
— Por quê?
— Pra não ficar pra sempre.
— Fica pra sempre.
— Por quê?
— Porque aqui tem amor, dinheiro e tarja preta, você pode só descansar existindo, eu faço o resto todo.
— Tarja preta vicia.
— Dinheiro também.
— Você tá tirando onda de rica?
— Não, eu tô tirando onda de homem.
— Você é uma menininha.
— Perto de você eu consigo ser e você não sabe o prazer que isso me dá.
— Se sentir menina?
— Estar com um homem, eu só andei com moleques nos últimos anos.
— Eu sou velho?
— Você é bonito demais.
— Eu sou bonito porque você admira meu trabalho, eu não sou bonito tipo andando na rua.
— Você é bonito tipo andando na rua.
— Seus peitos são internacionais.
— Leva um e me deixa com o outro.
— Qual você quer me dar?
— O que tem o coração.
— Você vai pro Rio quando?
— Eu quero te ver de novo.
— Então, vai pro Rio.
— Eu tenho fobia do Rio.
— Eu também.
— Porque lá é tudo feliz mas eu me sinto sozinha.
— Exatamente.
— Quero tanto te ver.
— Dá próxima vez você é que vai pagar o vinho.
— Mas foi você que bebeu.
— Não interessa.
— Fala “não interessa” de novo.
— Não interessa.
— Adoro sua voz.
— E o que mais?
— E sua mão quente e seu beijo calminho e intenso e seu jeito de lamber antes a calcinha pra ver se tava cheirando bem.
— Tava cheirando ótimo.
— Mas eu trabalhei o dia inteiro.
— Mas tava ótimo.
— Cheiro ou combina ou não combina.
— É.
— É.
— Chama um táxi.
— Não.
— Eu ficaria mais se não tivesse que arrumar as malas.
— Não arruma, fica pelado pra sempre, você é tão bonito pelado.
— Vou jogar isso fora antes que caia tudo na sua cama.
— Deixa cair, engravida minha solidão.
— Que bonito isso, você deveria ser escritora.
— Que cínico você, deveria ser ator.
— Eu ficaria mais.
— Eu não gosto nunca de nada e gostei tanto de você.
— É?
— Droga.
— O quê?
— Eu falando de gostar.
— E daí?
— E daí que vai acontecer tudo de novo.
— O quê?
— Vou sentir demais, falar demais, escrever demais, você vai embora.
— Agora eu vou embora.
— E depois?
— Depois não sei.
— Tá.
— Eu ficaria, sério, eu ficaria muito, muito, muito.
— Eu sei.
— Mas agora eu vou.
— Então tira o dedo dai.
— Não consigo.
— Então não tira.
— Eu queria foder o dia inteiro com você.
— Eu queria foder a vida inteira com você.
— Você é exagerada.
— É só como dá pra ser.
— Chupa meu pau?
— Pra sempre.”
| — | Tati Bernardi. |
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